Marcette’s Weblog


Mães falam de guerra
novembro 29, 2007, 1:32 pm
Filed under: Sem-categoria

Olá amigos,

ontem a noite, em um momento de tédio resolvi folhear uma revista velha e li sobre mães que tem filhos na guerra. Como não há (pelo menos não achei pelo google) a princípio ninguém que já tenha transcrito este texto, resolvi traduzi-lo para o português e postá-lo aqui.

Não tenho um  motivo para convencê-lo a ler este depoimento a não ser o relato de uma mãe que viu meninos de uniforme lutando por algo inútil.

Eis ai o texto traduzido por mim.

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Mães falam de guerra
Por Susan Galleymore

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Susan Galleymore visitando seu filho Nick no triângulo sunita do Iraque.
 Susan e seu filho Soldado
Meu filho é um soldado americano implantado no triângulo sunita. Em janeiro eu viajei até lá para visitá-lo e conversar com os iraquianos. Achei que, apesar da vasta diferenças culturais e econômicas entre mães no Iraque e nos Estados Unidos, a preocupação com nossos filhos nos une. 

Encontramos Sandy no Missouri. Quando as mesquitas xiitas foram bombardeadas em Bagdá, Karbala Sandy instigou seu filho soldado, David, a doar sangue para as vítimas. “Eu não entendo a desumanidade de seus colegas”, diz ela. “Vamos mães conversaremos e vamos convencer o mundo de que a vida é tão preciosa e guerra é tão emudecedora”.

Anwar de Bagdad diz, “Uma noite uma patrulha militar jogou uma luz no nosso carro e os soldados começaram a disparar em nós. Meu marido colocou a mão para fora da janela e gritou: Parem de atirar! É só minha esposa e meus filhos no carro! Mas os soldados atiraram durante quinze minutos. Eu estava grávida e fui atingida tiro no pé e no braço  coberta de sangue pelo meu marido que morreu naquela noite. Assim fizeram orfãos o meu filho de 18 anos de idade e minhas filhas de 14 e 8 anos. Quando você voltar para a América, diga que há uma tragédia no Iraque. ”

Entre o calorento verão e o frio inverno, Marianne detém até fotografias de seus filhos fora do soldado correios em sua cidade natal Michigan. “Passem, porque sequer olham para nós nunca tem em mente os rostos dos nossos filhos. Vejo um grupo de americanos no Iraque enriquecendo com seus amigos corporativos, em detrimento dos nossos filhos. No noticiário eles estão atentos para ocultar os verdadeiros números dos mortos e feridos. Nunca veremos os seus rostos. Eles estão anônimos, escondidos, não são os filhos de pessoas como você e eu, porque essa desuhumanidade e esta administração não pode dar ao luxo de vir a público e se identificar com nossos filhos “.

Os pesadelos das Crianças
Ana é experiente com a guerra na sua nativa Nicarágua. Seu filho entrou no 4o Divisão de Armoredo porque quer melhores oportunidades na vida. Militares recrutados dizem as vantagens: empréstimos, casa, educação gratuita. “Ele poderia ter essas coisas sem ser tornar militar se estudasse arduamente no colégio. Ele foi ferido em Tikrit, enviado à Alemanha para assistência médica e retornou ao Iraque. Ele fala que iraquianos o consideram bem educado e respeitador. Ele diz que se você prestar atenção e ouvir-los, pode aprender árabe suficiente para respondê-los. Iraquianos fazem com que ele se sinta em casa. ”

Aglame, um Chaldeen cristão de Bagdá afirma, “Quando a guerra começou, vimos a baias de abertura com as bombas sob os aviões voando sobre a nossa casa; tantas explosões e tantas bombas. Agora, os nossos filhos têm pesadelos e não querem sair. Soldados americanos dão pontapés na nossa porta no meio da noite, puxe nossas família para fora da cama e as deixa permanecer nas ruas antes de se totalmente cobertas. Para muçulmanos isto é ruim. Isto é ruim para os cristãos também, mas pior para os muçulmanos que têm códigos restritos de vestimenta”.

Recentemente, a mãe de Palo Alto, na Califórnia, que ouviu falar da minha viagem para visitar o meu filho, escreveu-me: “Você deveria se envergonhar de si propria por embaraçar seu filho. Ele está lá por opção, ele não é um garotinho. Você deveria estar orgulhosa, ele é homem o suficiente para se ajuntar as nossas forças armadas. Estou orgulhosa do meu filho. Rezo, Choro, mas estou confiante que Deus o trará de volta de forma segura. Que tipo de mãe é você? Pessoas como você não deveria ser permitida no Iraque. Você não é americana. Tente conversar com os muçulmanos radicais e não vai viver longos anos!

Eu respondi: “Eu estou muito embaraçada por nossa nação ir à guerra do Iraque e irei visitar o meu filho. Filhos e filhas americanos devem estar na casa onde eles pertencem”.

Susan Galleymore é a mãe de um soldado americano no Iraque. Depois de visitar o filho em Bagdá, ela criou Mother Speak (www.motherspeak.org) para dar voz às mães afetadas pela “guerra contra o terror”.
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Texto retirado do site War Times

 

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2 Comentários so far
Deixe um comentário

Muito interessante!
Eu vi Beowolf ontem e o filme tem uma frase interessante:
“Não viemos aqui por ouro ou poder, viemos aqui por honra!”.
Será que um dia o espírito belicoso do homem terá novamente um motivo honroso pelo qual lutar? Livre da cobiça ou de velhos “líderes” querendo garantir as reservas de petróleo?
Bom, eu vejo os motivos, só não encontro os heróis!
Eles devem estar em algum lugar esmagados pelo dragão da ignorância.

Sem mais…

Beijos!

Comentário por Mario

E o próximo motivo obcuso do poder será a água…que o Brasil prepare suas reservas e seu poder de fogo.
obrigada pelo comentário,
Beijo!

Comentário por marcette




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